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Tie da o recado

A  audição  e a linguagem esteja atento desde o início!

Já no estado embrionário, os órgãos da audição se encontram formados , e desde o nascimento a criança começa a ouvir sua própria voz, a brincar com os sons e a imitar as vozes dos outros. São estes os primeiros passos do longo  e difícil processo de compreender e aprender a falar. A descrição feita a seguir, deverá se encarada apenas a título indicativo, podendo variar consideravelmente de uma criança para outra, sem que haja necessidade de intervenção.

  •  Na idade de 6 a 8 semanas, a criança começa a balbuciar.
  •  Este balbucio continua até Ter característica de um “balbucio resposta”. Se este balbucio parar, deve-se prestar a atenção.
  • Aproximadamente no fim dos 6 meses, a criança começa  cada vez mais a imitar os outros com sua “fala”.
  • Com um ano de idade, a criança começa a formar partes de palavras, e a sua compreensão da linguagem falada aumenta.
  • Com cerca de 18 meses, a criança já apresenta um certo vocabulário.
  • Normalmente com a idade de 2 anos – 2 anos e  meio, a criança fala e percebe muito.

A audição é primordialmente, o sentido através do qual a  linguagem verbal  é adquirida, ou seja, a fala é detectada, reconhecida, interpretada e entendida.

 

 

No momento em que  a criança emite a sua primeira palavra, um mundo de experiências auditivas a precedeu, confirmando então a supremacia da audição neste complexo processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem. Se a criança apresentar uma deficiência auditiva, o seu desenvolvimento também sofrerá. Se a deficiência for  acentuada, o desenvolvimento da linguagem será influenciado e o seu balbucio aos poucos vai cessando, para se transformar em gritos ou sons de forte intensidade.

TENHA CUIDADO COM AS IMPRESSÕES  FALSAS:

Repare, por exemplo, nas reações da criança ao se abrir uma porta. É possível que reaja à luz, e não ao som. No caso de estar ligado o rádio, pode ser que reaja às luzes  e/ou movimentos  presentes nesse tipo de equipamento  (que muito atraem as crianças). Ao bater um instrumento ou mesmo utensílios domésticos, é possível que a criança, de alguma forma, perceba o movimento ao seu redor. Uma criança que apresenta uma perda de audição pode tornar-se especialista em camuflar o seu problema e compensá-la utilizando outras  percepções.

Concluindo, cabe ainda ressaltar que o desenvolvimento normal da linguagem falada requer a participação de vários sistemas, todos eles de igual relevância. Destacamos destes sistemas a interação de fatores tais como: motivação, emoção, percepção auditiva, visual e cinestésica, organização têmporo -  espacial, análise – síntese, figura – fundo, memória, discriminação e habilidade de órgãos fonoarticulatórios.

 

Maria Stella Credidio
Fonoaudióloga -  CRFa 1364
Diretora clínica  da TRÍADE

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