A FonoTríade atua na prevenção, diagnóstico, orientação e tratamento
de comunicação oral e escrita, voz, audição e funções orofaciais,
a todas as faixas etárias (recém-nascido até 3ª idade).
Centro Audiológico Avançado:
Exames Auditivos (Audiometria Tonal, Audiometria Vocal - Discriminação
Audiometria Vocal - SRT, Audiometria em Campo, Screening Instrumental,
Imitanciometria e Processamento Auditivo) | Indicação, Adaptação
e Venda de Aparelhos Auditivos | Confecção de Moldes | Venda
de Pilhas e Acessórios | Reabilitação Vestibular
Profissão regulamentada em 09/12/1981.
A Fonoaudiologia é uma ciência
da área de saúde que tem como principal objetivo proporcionar
a efetiva participação do indivíduo na sociedade, voltando-se
para atividades de prevenção, reabilitação e aperfeiçoamento
dos padrões de comunicação.
FONOAUDIÓLOGO
Fonoaudiólogo é o profissional com graduação plena em fonoaudiologia,
que atua em pesquisa, prevenção, avaliação e terapia fonoaudiológica
, nas áreas de comunicação oral e escrita, voz e audição, bem
como aperfeiçoamento dos padrões de fala e da voz.
O Fonoaudiólogo é o profissional que se destina a cuidar do
indivíduo no que se refere à comunicação de um modo geral.
Atende desde o bebê recém-nascido até à terceira idade dentro
dos diferentes distúrbios de fala, voz, linguagem e audição.
Suas intervenções podem ocorrer diretamente na comunidade,
em hospitais, creches, asilos, escolas ou em clínicas e consultórios
de forma individualizada.
Competências
do Profissional
Desenvolvimento de trabalhos e de prevenção no que se refere
à área da comunicação oral e escrita, voz e audição;
Participação em equipes de diagnóstico, realizando a avaliação
da comunicação oral e escrita, voz e audição;
Realização da terapia fonoaudiológica dos problemas de comunicação
oral e escrita, voz e áudio;
Realização do aperfeiçoamento dos padrões da voz e da fala;
Colaboração em assuntos fonoaudiológicos ligados a outras
ciências;
Projetar, dirigir ou efetuar pesquisas fonoaudiológicas
promovidas por entidades públicas, privadas, autárquicas e
mistas;
Lecionar teorias e pratica fonoaudiológicas;
Dirigir serviços de fonoaudiologia em estabelecimentos públicos,
provados, autárquicos ou mistos no campo da fonoaudiologia;
Supervisionar profissionais e alunos em trabalhos teóricos
e práticos de fonoaudiologia;
Assessorar órgãos e estabelecimentos públicos, privados,
autárquicos ou mistos no campo da fonoaudiologia;
Participar da equipe de orientação e planejamento escolar,
inserindo em aspectos preventivos ligados a assuntos fonoaudiológicos;
Dar parecer fonoaudiológico na área da comunicação oral e
escrita, voz e audição;
Realizar outras atividades inerentes a sua formação universitária
pelo currículo.
A Fonoaudiologia abrange vários setores:
Preventiva: orienta pais e professores a se atentarem mais
à linguagem e a audição de suas crianças, principalmente em
idade escolar.
Terapêutica: realização de terapias fonoaudiológicas para
adequação dos problamas de comunicação oral, escrita, voz e
audição.
Estética: aperfeiçoamento dos padrões da fala e da voz.
Educacional: estuda os processos de aquisição da linguagem
escrita pelo aluno, e orienta o comportamento verbal do professor,
relacionado principalmente à voz.
Industrial: controla a capacidade
auditiva de trabalhadores expostos diariamente à ruídos.
Acompanhe o desenvolvimento de audição e da linguagem do seu bebê:
0-3 meses: o bebê se assusta, chora ou acorda com sons intensos e repentinos (ex.: batida de porta). Acalma-se ao ouvir a voz familiar.
3-6 meses: o bebê olha ou mexe a cabeça para os lados procurando a origem do som. Reconhece a voz materna. Emite sons sem significado (balbucio).
6 meses: o bebê localiza prontamente sons de seu interesse virando a cabeça em sua direção. Reage para sons suaves. Intensifica o balbucio: brinca com a voz, repetindo sua emissões (ex.: “dá, dá, dá”).
1 ano: o bebê aponta e procura objetos e pessoas familiares quando solicitado. Emite as primeiras palavras (ex.: mamãe, papai, tchau...).
2 anos: a criança aumenta seu vocabulário intensamente. Usa sentenças simples, 2 ou 3 palavras (ex.: dá bola).
Qualquer dúvida, procure orientação.
Distúrbios
da fala em crianças
Durante o período
de aquisição e desenvolvimento de linguagem, alguns distúrbios
podem ocorrer, como a omissão de alguns fonemas (sons da fala)
Ex: “pato” no lugar de prato, trocas, Ex: “tasa” para casa ou
distorções, onde o som do fonema não fica muito claro, ex: quando
a criança apresenta projeção de língua (deglutição atípica),
o som de sua fala também pode ficar alterado – ceceio frontal
e/ou lateral.
Além destes distúrbios que envolvem principalmente
a articulação, também podem ocorrer alterações no ritmo e/ou
velocidade da fala, as chamadas disfluências ou gagueiras, ex:
repetições, prolongamentos, bloqueios, hesitações e uso excessivo
de pausas. Algumas crianças apresentam problemas de voz, por
utilizarem de forma abusiva e/ou inadequada. Para um bom desenvolvimento
de linguagem da fala, o sistema motor oral que compreende lábios,
língua, dentes, mandíbula e palato devem estar adequado.
Crianças
que utilizam chupeta e/ou mamadeira por longo tempo, possuem
hábitos de roer unhas, chupar o dedo, morder os lábios, etc;
ou, ainda que apresentam problemas nas vias aéreas superiores
como rinites, hipertrofia de adenóides, etc., geralmente têm
alteração no crescimento ósseo da face, o que leva a um desequilíbrio
muscular dos órgãos fonoarticulatórios e à inadequação das funções
neurovegetativas.
A influência dos pais nos casos descritos acima é fundamental,
pois quanto maior o envolvimento deles no processo de crescimento
da criança e conseqüentemente no desenvolvimento da criança,
mais facilmente irão identificar se algo não está ocorrendo bem
com seu filho. A partir da identificação de que algo não está
bem, é importante que procurem um profissional para que seja
feita uma avaliação e se necessário a terapia. Também durante
o tratamento a influência dos pais é decisiva, pois eles irão
participar ativamente do processo, compreendendo o trabalho do
profissional irão incentivar a criança e participar das atividades
orientadas pelo profissional durante o processo terapêutico.
A Fonoaudióloga é a profissional que deverá ser procurada nos
casos onde ocorram quaisquer distúrbios da comunicação humana,
sejam eles na linguagem oral ou escrita. Porém, caso haja necessidade,
o tratamento também será feito juntamente com outros especialistas,
como Psicólogos, Ortodontistas, Otorrinolaringologistas, Fisioterapeutas,
Terapeutas Ocupacionais, Neurologistas, etc.
Nos casos descritos acima, é importante que o profissional
seja procurado para que seja feita uma avaliação e seja verificado
se o que está acontecendo é compatível ou não com a etapa de
desenvolvimento da criança. Esperar que o tempo resolva o problema
pode resultar no agravamento do mesmo. O período que antecede
a alfabetização e, portanto, o período de desenvolvimento da
linguagem oral deve ser cuidadosamente observado para que não
haja prejuízos na etapa da escolaridade.
Alguns problemas
durante a gestação ou parto, ou mesmo nos primeiros meses de
vida da criança, podem levá-la a um atraso na aquisição e desenvolvimento
da linguagem. O meio ambiente também influencia este processo.
Estimulando-as a falar, os adultos promoverão um desenvolvimento
de linguagem mais cedo do que aqueles que ao primeiro sinal da
criança dão o que ela deseja, sem que ela sinta a necessidade
de solicitar algo por meio da fala.
Também é importante lembrar que a escrita é o resultado do desenvolvimento
da criança como um todo, sendo possível, portanto que a criança
apresente algumas dificuldades com o código gráfico, caso ela tenha
tido dificuldades com a linguagem oral.
Para que a criança possa adquirir e desenvolver linguagem, algumas
dicas podem ser dadas:
Não imite o falar “errado” da criança, nem
peça para repetir a palavra por acha-la “bonita” ou “engraçada”,
pois o adulto é modelo que ela seguirá para se corrigir, e
a repetição fixará o padrão incorreto.
Quando a criança cometer um erro articulatório,
dê a ela o padrão correto sem repetir o erro (ex: se a criança
diz “áua” para água, diga “Você quer água?, enfatizando o correto),
porém não a corrija excessivamente.
Não exija da criança uma produção além da
esperada para sua idade, respeitando o seu desenvolvimento.
Observe se a fala da criança é inteligível
e se as outras pessoas, que não os familiares, também a entendem.
Propicie o desenvolvimento da fala, deixando
que a criança expresse oralmente o que deseja, não a atendendo
imediatamente após uma solicitação gestual (ex: apontar o objeto).
Maria Stella Credidio
Justo –CRFa 1364 Fonoaudióloga pela PUC-SP