RECÉM-NASCIDO
Ao nascer, o bebê mantém uma relação muito forte com a mãe, sentindo-se como fazendo parte do seu corpo. Nesta fase, o bebê deita em posição fetal (corpo encolhido), mantendo as mãos fechadas. Reage ao som, a luz e ao toque.
AOS TRÊS MESES
A partir dos três meses, o bebê consegue sustentar a cabeça, ficar com os braços soltos e as mãos abertas. Começa a sorrir e seguir com os olhos e a cabeça objetos e sons apresentados. Presta atenção ao que está a sua volta e já tenta pegar os objetos mostrados, apesar de não conseguir.
AOS SEIS MESES
O bebê já é capaz de pegar objetos que vê, combina os movimentos das mãos e olhos, passa os objetos de uma mão para outra. Se colocado de bruços (deitado de barriga para baixo), vira de lado e de barriga para cima sem ajuda. Arrasta-se de barriga para baixo. Começa a descobrir o próprio corpo (é quando leva o pé à boca). Reconhece objetos, manipulando-os e colocando-os na boca.
A partir do sexto mês o bebê é capaz de ficar sentado sem apoio.
AOS NOVE MESES
Nesta fase, o bebê emite sons o tempo todo. Senta sem apoio. Engatinha e fica em pé com apoio.
AOS DOZE MESES (1º aniversário)
Ao completar 1 ano de vida, a criança pode andar sem ajuda. Começa a falar as primeiras palavras e entende ordens simples. Imita o que vê e mostra o que quer com o dedo. É capaz de perceber coisas que estão escondidas. Gosta de brincar de "esconder" e tentar encaixar e empilhar objetos.
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AOS DEZOITO MESES
A criança anda com segurança, porém corre desajeitadamente. Quer subir, abrir e mexer em tudo o que vê. Começa controlar "xixi/cocô" e usar o piniquinho. Fala mais palavras do que no primeiro ano de vida.
AOS VINTE E QUATRO MESES (2º ano de vida)
A criança corre com segurança, cria situações e histórias novas em suas brincadeiras. Gosta de rabiscar e é capaz de folhear as páginas de um livro.
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Introdução
A Fisioterapia Neurológica tem por objetivo tratar eficazmente
os distúrbios relacionados. O objetivo do tratamento é minimizar
os efeitos da incapacidade, seja ela permanente ou não e readquirir
a máxima independência funcional possível. Os resultados variam
por muitas razões, por exemplo, grau do dano neurológico permanente,
quais partes do sistema nervoso são afetadas, idade e capacidade
anteriores do paciente, estado mental, motivação do paciente
e condições associadas.
A Fisioterapia Neurofuncional, como é chamada nos dias de hoje,
é bastante difundida em nosso meio e surgiu no fim da década
de 40 com alguns pesquisadores como Rood, Kabat e Knott, Brunnstrom
e Bobath. Antigamente, baseava-se apenas em informações empíricas
e experiências clínicas. Entretanto, atua hoje com base nos conceitos
neurofisiológicos obtidos após condutas bem sucedidas, pesquisas
intensas e árduo trabalho, direcionando-se o tratamento para
a recuperação funcional mais rápida possível para o paciente
seja ele pediátrico, adulto ou geriátrico.
Hoje, com as modernas técnicas e com o aprimoramento constante
dos profissionais com cursos de aperfeiçoamento, essa área da
fisioterapia obtém grandes resultados.
A fisioterapia neurofuncional pode minimizar as deficiências
advindas das doenças que acometem o sistema nervoso como: Paralisia
Cerebral, Esclerose Múltipla, Acidente Vascular Encefálico (derrame
cerebral) dentre outras.
A reabilitação tem como intuito restaurar a identidade pessoal
e social dos pacientes que sofreram lesões no córtex, tronco
cerebral, medula espinhal, nervo periférico, junção neuromuscular
e no músculo, buscando o bem estar físico e emocional do indivíduo.
O tratamento é globalizado e tem como objetivos principais:
- Prevenir deformidades, orientar a família e o paciente seja
ele adulto ou criança,
- Normalizar o tônus postural,
- Melhorar habilidades cognitivas e de memória,
- Reintegrar o paciente a sociedade,
- Diminuir padrões patológicos,
- Prevenir instalação de doenças pulmonares ou qualquer outra
intercorrência,
- Manter ou aumentar a amplitude de movimento,
- Reduzir a espasticidade,
- Estimular as atividades de vida diária, a alimentação, o
retreinamento da bexiga e intestinos, a exploração vocacional
e de lazer;
- Otimizar a qualidade de vida do paciente.
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Diversas
são as patologias neurológicas que podem ser tratadas pela
fisioterapia. Dentre elas, discorreremos sobre as mais comuns:
Hemiplegia: Ocorre geralmente após um acidente
vascular encefálico (Derrame Cerebral) onde o individuo geralmente
fica com um lado do corpo paralisado.
Tratamento Fisioterápico: A reabilitação na hemiplegia é iniciada logo após o
acidente vascular para fazer com que o paciente saia da cama e consiga realizar
suas atividades mais independentemente possível.
A participação ativa do paciente é fundamental com o fisioterapeuta, para que
ele possa aprender a controlar sua musculatura e movimentos anormais.
Doença de Parkinson: O paciente apresenta: tremor,
bradicinesia (lentidão dos movimentos), rigidez muscular, alterações
posturais e quedas freqüentes.
Tratamento Fisioterápico: O principal objetivo nesta
patologia é trabalhar alongamento para melhorar amplitude do
movimento, alinhar e melhorar a postura, treinar a marcha (com
oscilação dos membros superiores), estimular reações de equilíbrio,
treinar sentar e levantar de cadeiras, extensão e rotação do
tronco. Os exercícios específicos e regulares são de fundamental
importância para manter o paciente forte, flexível e funcional.
Polineuropatia: Refere-se
aos obstáculos em que os nervos periféricos são afetados por
um ou mais processos patológicos, levando-os á incapacidade motora.
Tratamento Fisioterápico: Na polineuropatia iniciaremos
com cuidados respiratórios, controle de dor, fortalecimento muscular,
treino de equilíbrio e adaptações às possíveis incapacidades
do paciente.
Traumatismo Craniano: Depois de algum trauma,
o cérebro quando lesado pode levar o paciente ao coma, déficits
físicos e incapacidade.
Tratamento Fisioterápico: A prevenção de contraturas, a manutenção da função
respiratória, a diminuição da elasticidade, a melhora da amplitude de movimento,
a normalização de movimento e do tônus postural e o reforço das habilidades remanescentes
serão as prioridades neste caso.
Paralisia cerebral: O paciente, em geral pediátrico,
apresenta variações no tônus, problemas na coordenação da postura
e nos movimentos. Suas atividades são baseadas no uso da mobilidade
anormal, tornando-se cada vez mais limitadas.
Tratamento Fisioterápico: Usaremos aqui o desenvolvimento
dos padrões de coordenação de movimento da criança normal. Facilitaremos
o movimento combinado com inibição em situações funcionais em
sua vida diária. Através dessas atividades, a criança tem a experiência
de sensação de um movimento.
Vale acrescentar que os métodos de fisioterapia são cada vez mais valorizados
pelos pacientes e por profissionais de saúde em geral. Na prática, a Fisioterapia
Neurofuncional é aplicada com base em vários dos métodos de tratamento. É comum
que o fisioterapeuta selecione técnicas específicas de diversos métodos de tratamento
aplicando-as de acordo com as necessidades de seus pacientes.
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